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Vamos ajudar a Genny e a Gui (by Raquel)

por Raquel, em 31.10.14

Ontem ao ouvir esta notícia na tv, não fui capaz de esconder as lágrimas. 

Concerteza que todos vós, já sois conhecedores da triste notícia de um casal português que foi viver para o Dubai à procura de uma vida melhor, mas o destino trocou-lhes as voltas. E neste momento, lutam contra o tempo para salvar a filha recém-nascida apenas com 25 semanas de gestação e com os elevados custos que o hospital lhes está a obrigar a pagar.

Como mãe, apelo a todos que por aqui passam que ajudem de alguma forma, seja monetariamente, seja partilhando esta notícia, para que muitos mais os possam ajudar.

É-me de todo impossível imaginar a angústia e a aflição destes pais.

Vamos colocar-nos no lugar deles e talvez aí seja mais fácil ajudarmos.

Para isso, já existe uma conta aberta:

0035 0655 0000 1439 200 65, em nome de Eugénia Queiroz.

https://www.facebook.com/ajudar.genny.gui?fref=nf

margarida

 

"Ontem, revirei a despensa à procura do peso da Margarida. 410 gramas. Queria 410 gramas. Ali estava. Peguei na lata incrédula. Envolvi o alumínio em pano, para me abstrair do frio e das arestas. Fechei os olhos. Margarida! Como é possível? Como embalar 410 gramas? Como suportar a incerteza de cada instante, sob o peso esmagador destes 410 gramas?

Assim nasceu a Margarida. Ou melhor, nasceram-na. Cesariana de emergência às 25 semanas de gestação. As circunstâncias da vida ficam a dever-lhe 15 semanas. As circunstâncias da vida deixam os pais da Margarida a dever uma fortuna incomportável ao hospital, longe, muito longe de casa, no Dubai, para onde se mudaram, como tantos portugueses, nestes tempos de má memória, em perseguição do concreto, tão concreto como o que vestem e comem, ou não fossem os sonhos um luxo interdito.

Sonhemos, então, com o elementar: a vida da Margarida. Tomemos os seus 410 gramas como ponto de partida. Apoiemos estes pais – o Gonçalo e a Genny, ainda ensombrada pelo risco da sua própria situação clínica, ainda internada, certa de que não terá como pagar os cuidados que agora lhes prestam, a ela e à filha, lá longe, muito longe de casa.
É de peso a nossa força, gigantesca a nossa dimensão de portugueses! Somos nós e esses 410 gramas."

Texto de Sílvia Roque Martins

 

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publicado às 14:53

A fome nas escolas (by Raquel)

por Raquel, em 15.11.13

O texto que a seguir se segue não é da minha autoria, mas achei importante partilhar, para que todos nós possamos estar mais atentos e em estado de alerta. Porque acredito que casos como este, não são únicos, infelizmente, muitas das vezes até poderíamos ajudar o vizinho, mas não sabemos que está a necessitar da nossa ajuda.

E se fosse um filho nosso, como reagiriamos??

 

"O Diário do Professor Arnaldo - A fome nas escolas 

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. 
Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos. 
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. 
Como é óbvio, fiquei chocado. 
Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar. 
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. 
Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. 
Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude. 
Sabe que pode contar com a escola. 
Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). 
Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. 
O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…Sem saber o que dizer, segurei-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. 
Começou por recusar, mas aceitou emocionada. 
Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. 
Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado? 

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. 
É este o Portugal dos nossos filhos. 

CIRCULAR PELOS AMIGOS E CONHECIDOS, COMENTAR, BARAFUSTAR, SÃO ACÇÕES QUE NADA PODERÃO FAZER PARA REPOR OS VALORES DESTE PAÍS. É NECESSÁRIO FAZER MAIS... MUITO MAIS!"

publicado às 07:39



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